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Publicado; março 21, 2011 Filed under: Análises | Tags: música, michel gondry, vídeos, videoclipes Leave a comment »A seguir, uma breve análise de 3 clipes do diretor Michel Gondry, que já fez Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e Rebobine, Por Favor.
Massive Attack: Protection
O clipe começa com um visual sombrio de chuva e calçada, além dos ruídos de sirenes ao fundo, que se assemelha em tom a outros videoclipes da banda. A câmera, que desliza para dentro de um elevador de um prédio, então revela um homem com sua filha e a música começa.
Protection é rodado em uma tomada, focando e explorando o mundo particular de cada apartamento e seu habitante. A música dá uma sensação calma e de segurança, como a própria música diz (“I’ll stand in front of you / I’ll take the force of the blow“) e as situações mostradas em cada sala se alternam entre o cotidiano, como a mãe tentando fazer a criança descer da cadeira para comer, e o surreal, quando, nesta mesma cena, é possível ver outra criança por uma janela andando no teto. De qualquer forma, tanto a música como o visual consegue gerar uma impressão relaxante de familiaridade com tudo o que se passa no clipe.
Daft Punk: Around the World
Em Around the World, o diretor Michel Gondry aproveita o estilo dance e retrô, próprio do Daft Punk, para compor o visual do clipe. Cada um dos grupos de personagens do clipe representam um som ou um instrumento diferente e por isso, o clipe inteiro é baseado na coreografia dos personagens, que por sua vez, é uma tradução visual da música da banda. Desta forma, este aspecto visual conversa totalmente com a linguagem própria do Daft Punk, não apenas em seu âmbito musical, mas também em relação à sua imagem e tudo o que eles representam.
The Chemical Brothers: Let Forever Be
O conceito trabalhado por Gondry neste clipe é o da constante transição do cotidiano da personagem principal em um estado onírico, numa transição em que ela se desdobra em 6 outras versões dela mesma, que seguem uma coreografia um tanto orgânica (não são meras repetições de uma só mulher, mas várias mulheres interpretando as cópias). O diretor alcança este efeito de caleidoscópio através de uma técnica visual que constantemente muda as cenas entre as ilusões e a mulher original.
Aos poucos, as ilusões vão tomando conta do mundo e da vida real da mulher, que está ciente de seus “devaneios” e das proporções que eles acabam por tomar. O baterista, que é usado como uma espécie de marca visual da música, também sofre do mesmo efeito e marca o ritmo da coreografia das cenas em caleidoscópio.